difícil acordar com tudo.
sábado, 19 de fevereiro de 2011
segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011
da luta ao luto
por favor, acorde pela manhã minhas
mãos de fadinha suas pernas
capitão gancho, e não me deixe.
não se esqueça, que é dia de manha
não se queixe das horas
que eu perdi, as vezes
sorri, mamãe, sossegada
me descubra com delicadeza,
diga 'bom dia!', distraída como quem sabe
ou apenas 'o café está na mesa',
como quem sempre perdoa,
mãe, como quem não quis dizer nada
lá fora, as flores decoram as horas
a vida, a morte por mais que me doe
me doem, dói o corpo e a noite
a noite vai
embora
você às vezes venha
em sonho
de branco e tudo
fica claro
choro e escorro
o coração dilacerado
luto só
soluço em desabafo
e não demoro a desabar.
quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011
terça-feira, 8 de fevereiro de 2011
Amalia
"Creía que te había dicho adiós,
un adiós contundente, al acostarme,
cuando pude por fin cerrar los ojos
y olvidarme de ti y de tus argucias,
de tu insistencia, de tu mala baba,
de tu capacidad para anularme.
Creía que te había dicho adiós
del todo y para siempre, y me despierto
y te encuentro de nuevo junto a mí,
dentro de mí, abarcándome, a mi vera,
invadiéndome, ahogándome, delante
de mis ojos, enfrente de mi vida,
debajo de mi sombra, en mis entrañas,
en cada pulso de mi sangre, entrando
por mi nariz cuando respiro, viendo
por mis pupilas, arrojando fuego
en las palabras que mi boca dice.
Y ahora, ¿qué hago yo?, ¿cómo podría
desterrarte de mí o acostumbrarme
a convivir contigo? Empezaremos
por demostrar modales impecables.
Buenos días, tristeza."
Amalia Bautista
un adiós contundente, al acostarme,
cuando pude por fin cerrar los ojos
y olvidarme de ti y de tus argucias,
de tu insistencia, de tu mala baba,
de tu capacidad para anularme.
Creía que te había dicho adiós
del todo y para siempre, y me despierto
y te encuentro de nuevo junto a mí,
dentro de mí, abarcándome, a mi vera,
invadiéndome, ahogándome, delante
de mis ojos, enfrente de mi vida,
debajo de mi sombra, en mis entrañas,
en cada pulso de mi sangre, entrando
por mi nariz cuando respiro, viendo
por mis pupilas, arrojando fuego
en las palabras que mi boca dice.
Y ahora, ¿qué hago yo?, ¿cómo podría
desterrarte de mí o acostumbrarme
a convivir contigo? Empezaremos
por demostrar modales impecables.
Buenos días, tristeza."
Amalia Bautista
quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011
Dante
"MOMENTO
Esqueço-me dos anos, e dos meses,
E dos dias, das datas. Mas às vezes
Lembro-me de momentos. Rememoro
Um que me fez chorar. E ainda o choro.
Ricordo-me de uma hora, céu cinzento,
A terra sacudida pelo vento, um terrivel momento escuro e imundo
Em que me vi perdido e sò no mundo,
Sob os trovoes, e estremecendo as vezes
Entre relampagos e lividezes...
Lembranças, nao antigas mas presentes.
Lembranças nao saudades, as ausentes.
Sem novas esperanças que despontem
O dia de hoje me parece de ontem.
Nenhuma data em mim, nenhuma festa.
Meu amanha è o pouco que me resta.
Eu sou o que nao fui e o que quis ser,
Jà fiz o que me resta por fazer,
E bem no fundo do meu ser obscuro
Lembro-me antigamente do futuro..."
Esqueço-me dos anos, e dos meses,
E dos dias, das datas. Mas às vezes
Lembro-me de momentos. Rememoro
Um que me fez chorar. E ainda o choro.
Ricordo-me de uma hora, céu cinzento,
A terra sacudida pelo vento, um terrivel momento escuro e imundo
Em que me vi perdido e sò no mundo,
Sob os trovoes, e estremecendo as vezes
Entre relampagos e lividezes...
Lembranças, nao antigas mas presentes.
Lembranças nao saudades, as ausentes.
Sem novas esperanças que despontem
O dia de hoje me parece de ontem.
Nenhuma data em mim, nenhuma festa.
Meu amanha è o pouco que me resta.
Eu sou o que nao fui e o que quis ser,
Jà fiz o que me resta por fazer,
E bem no fundo do meu ser obscuro
Lembro-me antigamente do futuro..."
Dante Milano
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