eu não querido tempo, paciência!
tempo que eu não tenho, tempo pra perder
eu não, querido tempo, perdi.
eu perdi querido, tempo
com você,
eu, querido, perdi.
querido eu,
me perdi
é você?
segunda-feira, 16 de maio de 2011
terça-feira, 10 de maio de 2011
Poesia Vertical I
"Algún día encontraré una palabra que penetre en tu vientre y lo fecunde, que se pare en tu seno como una mano abierta y cerrada al mismo tiempo. Hallaré una palabra que detenga tu cuerpo y lo dé vuelta, que contenga tu cuerpo y abra tus ojos como un dios sin nubes y te use tu saliva y te doble las piernas. Tú tal vez no la escuches o tal vez no la comprendas. No será necesario. Irá por tu interior como una rueda recorriéndote al fin de punta a punta, mujer mía y no mía, y no se detendrá ni cuando mueras." Roberto Juarroz |
segunda-feira, 2 de maio de 2011
pra não dizer adeus
não disse adeus quando também não quisestes dizê-lo. sem palavras, e eu cheguei a clamar por Deus. por não adeus. por que Deus? por que não sei mais por quem chamar. porque ninguém mais pode. porque eu não posso mais..nem eu posso com o adeus. porque com Deus se pode estar mudo. e com dor as palavras fogem de mim. de medo as palavras ficaram mudas. como túmulo. e eu com o coração cheio, ainda quente. quando quero falar-te sofro o revés. o coração cheio de anseios, quer contar com desejo, pequenas alegrias. porque os órgãos pulsam por sangue e querem é a pele transpirante, o cheiro de banho tomado exalando pela casa, uma risada tímida ou até mesmo sem graça, que seja. quero seu corpo caminhando no seu ritmo próprio, humildemente interessante. mulher de homem de antigamente. certas palavras desmedidas. algum silêncio desconcertante. cantando agudo e trocando a letra..e me perguntando como e eu respondo como sem você? e me convenço de que não haveria como
nos dizermos adeus, nunca.
nos dizermos adeus, nunca.
quinta-feira, 21 de abril de 2011
Namorados
"O rapaz chegou-se para junto da moça e disse:
-Antônia, ainda não me acostumei com o seu corpo, com sua cara.
A moça olhou de lado e esperou.
-Você não sabe quando a gente é criança e de repente vê uma lagarta listrada?
-Antônia, ainda não me acostumei com o seu corpo, com sua cara.
A moça olhou de lado e esperou.
-Você não sabe quando a gente é criança e de repente vê uma lagarta listrada?
A moça se lembrava:
-A gente fica olhando...
A meninice brincou de novo nos olhos dela.
O rapaz prosseguiu com muita doçura:
-Antônia, você parece uma lagarta listrada.
A moça arregalou os olhos, fez exclamações.
O rapaz concluiu:
-Antônia, você é engraçada! Você parece louca."
-A gente fica olhando...
A meninice brincou de novo nos olhos dela.
O rapaz prosseguiu com muita doçura:
-Antônia, você parece uma lagarta listrada.
A moça arregalou os olhos, fez exclamações.
O rapaz concluiu:
-Antônia, você é engraçada! Você parece louca."
Manuel Bandeira
domingo, 17 de abril de 2011
da medida do cumprimento
dizem que promessas são feitas para não serem cumpridas. já fiz tantas promessas, e muitas dessas me fizeram. me fazem promessas e eu faço, um tanto, algumas, tantas, desmedidas. acho que promessas não são feitas para nada. são feitas e ponto. uma vírgula! toda promessa é muito comprida.
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